4 de nov. de 2009

EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Vivemos numa sociedade um pouco cruel que esquece seus cidadãos, ou então, desvirtua o conceito de cidadania. A realidade social é atroz para aquelas pessoas que tem seus direitos negados, colocando – os à margem de uma vida digna.
Enquanto isso, esta mesma sociedade se esforça para esconder essa realidade por meio da ideologia da elite dominante, criando assim uma falsa consciência da realidade. Dizendo de outro modo, cria – se mecanismos que levam as pessoas a pensar e agir de acordo com os interesses da classe dominante. De modo sutil e eficiente os meios de comunicação de massa procuram construir uma sociedade hegemônica, ou um nível padrão, que seja aceito dentro dos parâmetros da classe dominante. Podemos citar como exemplo claro disto as novelas que em geral quando apresenta o pobre, ele está “satisfeito e feliz”. Sempre há um salvador da pátria, aquele que resolve tudo, o problema de todos. Essa mensagem acaba sendo eficiente quando não se tem uma postura crítica frente ao que se apresenta para nós, fazendo as pessoas acreditarem que a realidade seja assim também.
Talvez por isso é que temos muitos “cidadãos por um dia”, isto é , pessoas que são cidadãs apenas no dia da eleição, quando se dirigem até a urna para depositar seu voto, seu pensar em sua escolha, e no dia seguinte não são mais lembradas por aqueles que colheram seus votos.
Provavelmente está aí o grande mote da educação: formar os educandos para a cidadania ativa, para a consciência política e ética; possibilitar a compreensão da realidade social em que vive e criar mecanismos para que possam atuar na transformação dessa realidade. E este desafio está nas mãos dos educadores no sentido de tomar uma postura mais crítica e democrática na escola, de construir uma autonomia da escola, que leve a participação de todos na conquistas de seus direitos e do exercício da cidadania consciente.

Nenhum comentário: